falando de animes: Death Note, e uma questão de opinião. 02/03/2010
Posted by ÁREA 51 - Artur in ...falando de animes!.trackback
Saudações! ![]()
A seguir, irei reproduzir aqui um texto de minha própria autoria que originalmente foi postado no dia 10 de Janeiro de 2010 no Fórum PCs, tópico Animes Recomendados X:
Muito bem tropa…conforme eu havia comentado anteriormente, eu estava assistindo Death Note. Pois enfim terminei e gostaria de compartilhar minhas impressões com vocês.
Atenção ( spoiler forte! )! Se há alguém aqui que ainda não assistiu Death Note e pretende fazê-lo, então NÃO leiam o que vou escrever, porque vai perder a graça, irei comentar detalhes importantes do desenrolar da série. Muito bem, está avisado.
Vamos lá:
Conforme eu comentei antes, minha impressão inicial de que o anime era meio “frio” permaneceu até o final. Quem já viu por exemplo Seirei no Moribito ou Blood+ sabe o que quero dizer com “frio”. Pois ao contrário de Death Note, esses dois animes trabalham bastante as relações e os sentimentos pessoais entre os personagens. Em Death Note não há toda essa “paixão”.
Death Note tem o que podemos definir como “fases”. Eu pude distinguir pelo menos umas 3 fases. E confesso pra vocês que na minha opinião a primeira fase foi a melhor. De um modo geral a história de Death Note é muito boa. Muito inteligente. Dá gosto de ver aquele duelo intelectual dos personagens principais Yagami Light e L. Aliás, destaco aqui os méritos do personagem L, que na minha opinião foi genial. L é o personagem mais interessante da história seguido depois pelo shinigami Ryuk (esse é muito engraçado
).
Mas foi ainda na primeira fase que eu tive minha primeira euforia que acabou se tornando a primeira decepção: Foi quando surgiu a personagem de Amane Misa. Quando ela apareceu, se revelando daquela forma, falando de forma obcecada, com um caderno em mãos, um shinigami pairando sobre sua cabeça e ainda pior, portando os olhos de shinigami…rapaz…
Foi ai que veio minha primeira decepção, pois a primeira impressão não foi a que ficou. Eu achei que Amane Misa iria ser um personagem altamente perigoso. Eu achei que ela iria ser um problema seríssimo na vida de Yagami Light. Achei que a trama iria se desenrolar nesse cenário onde Yagami Light iria ter que se virar em seu teatro para poder driblar a Misa e o L, dois obstinados a encontrar Kira, cada um com motivos diferente. Quando ela apareceu daquele jeito, minha reação imediata foi dizer algo como: “cara! agora o Light tá ferrado, essa maluca vai detonar com ele!”
Ai veio a decepção, pois não foi o que ocorreu e a trama se desenvolveu bem longe disso. Não demorou absolutamente nada para que Amane Misa se revelasse na verdade uma adolescente boba, chata, perdida, bastante infantil, clichê pra dedéu, falando de forma irritante. Muito diferente da primeira impressão de uma gótica maluca e perigosa. Achei que seria um personagem mais interessante e profundo, mas no fim é apenas uma chata que foi facilmente dobrada pelas manipulações de Yagami Light.
Houve também um outro detalhe que pra mim ficou no ar durante toda a série, mas realmente acabou no limbo: Misora Naomi, a detetive noiva do também detetive Raye Penber. Ela era muito inteligente e em sua “despedida” eu achei que ficou no ar uma sensação de “eu vou voltar”. Mais a frente houve um comentário do próprio L de que ela estava desaparecida pois seu corpo jamais havia sido encontrado. Ali ficou claro pra mim que de alguma forma ela iria retornar dos mortos para se vingar e fazer “justiça”. Mas no fim…isso não ocorreu e foi apenas uma impressão que acabou no limbo.
Pois então ocorreu o que ocorreu, Misa e Light são presos e se inicia a segunda fase de Death Note. Essa segunda fase eu sinceramente achei um pouco chata, mas ainda assim interessante. As coisas não estavam caminhando da forma como eu imaginava, mas também não estava me surpreendendo positivamente. Ao contrário, começou a ficar até um pouco entediante. Mas ainda assim o desenrolar da trama continuava com seu interesse acima da média. Sinceramente aquele foco na investigação e envolvimento do grupo Yotsuba foi meio chato. O interesse só se manteve mesmo devido ao fato de que aquilo tudo era parte de um plano (misterioso) de Yagami Light e assim queríamos ver no que aquilo ia dar e segundo a presença de L, um cara muito esquisito. São personagens como ele que muitas vezes carregam uma obra dessas nas costas. Nós, fãs de animes, não estamos muito interessados em obras com personagens ao estilo de telenovelas da Globo, escrita por Manoel Carlos ou Gloria Perez. Passa loooonge…
Então acabou o que creio que foi a segunda fase e se inicia a terceira e última fase de Death Note. Queiram me perdoar aqueles que são fãs incondicionais da série, mas com exceção do último e conclusivo capítulo, eu achei essa fase um porre. Me tiraram de cena o L (pra quê isso ?) pra por em seu lugar o Near, um personagem que apesar de ter suas peculiaridades, passa muito perto de ser apenas um clone do L. Sim, estou sendo radical. E na cola do Near, me vem ainda um tal de Mello, o comedor de chocolate metido a mafioso e gênio injustiçado. Desculpem-me mas a essas alturas eu já estava cansado. Pra mim a criação e introdução dos personagens Near e Mello foi um desperdício de imaginação. Me retornaram com a namorada do Light, dos tempos da faculdade e introduziram o personagem daquele promotor maluco que se tornou mais um manipulado pelas mãos de Kira.
Sinceramente. Essa terceira e última fase, pra mim se tornou bastante chata. A história me cansou. Fiquei com a impressão de que deram tantas voltas que se perderam no roteiro. A trama se tornou confusa, eu já nem entendia muito bem o que estava acontecendo, fiquei com preguiça de prestar atenção para conseguir acompanhar a linha de raciocínio da trama.
Só segui a diante porque faltava poucos capítulos para acabar. Que se faça justiça, apesar do andamento final da série, eu gostei do último capítulo. Foi muito “bonito” o desespero, o desequilíbrio, o drama final de Yagami Light e as ações e palavras finais do shinigami Ryuk. Essas cenas foram muito boas. Foi um dos poucos capítulos onde não houve a “frieza” da obra.
Eu entendo que seria inevitável o “efeito Kira” tomar as dimensões que tomou dentro do universo da obra, mas sinceramente, pelo menos para mim, estava muito mais interessante aquele duelo intelectual e psicológico entre Yagami Light e L, isso ainda quando Light era apenas o atual melhor aluno do Japão, um jovem aparentemente normal…que se revelava ser “Kira – O Deus do Novo Mundo”, apenas na privacidade de seu quarto, longe de qualquer suspeita.
Diferente de muitos animes que já vi (entre filmes e séries), Death Note até agora não me deu vontade de ver novamente. Reconheço que tem muitos pontos altos, é uma obra acima da média. Mas …não virei fã não.
Nota de 1 a 10:
Olha…pra ser legal, mas bem generoso mesmo: nota 8
É isso. Essas foram as minhas impressões. É apenas minha opinião. Provavelmente muitos me acharão um otário e talvez alguns poucos concordem com meus pontos de vista.
E que venha o próximo anime que irei acompanhar, que já fica aqui registrado os meus devidos agradecimentos ao amigo T-Rodman ( do FórumPCs ) pela indicação:
Higashi no Eden !
Abraços!

Artur C. Baldon
Equipe ÁREA 51 – Brasil
artur@area51brasil.com.br
www.area51brasil.com.br

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